arpeggi

Archive for October 2008

dan deacon, okie dokie

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Sem nenhuma exigência fresca exceto que as toneladas de cabos, mixers e amplificadores estejam devidamente posicionados no meio da pista, em meio ao público, ele se apresenta hoje no tim festival sp.

E eu vou perder =/

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Written by Dael

October 24, 2008 at 3:41 pm

mallu em floripa

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À guisa de uma questão temporalmente próxima: Mallu Magalhães.

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Foi a menina, 15 anos, que, voces sabem, veio à luz através da Internet (myspace etc.) com um punhado de canções que tinha gravado num estúdio, presente de aniversário do avô, e de repente hype. Música no comercial da vivo, parece. E participação em cd de Marcelo Camelo (do qual também participa Hurtmold equal to: um cara que sabe aliar), pululando um show aqui outro ali, um produtor internacional pro álbum que sai no dia 7 de novembro, e sendo reconhecida como fenômeno pelo Jô (um cara que sabe o que diz). (Brincadeira.)

Um desses shows o qual aconteceu aqui em Floripa no último sabado. Promovido por hot pocket sadia myspace brasil, uma uniao economicamente acertada até, quando se vê qual é o público que Mallu atrai, uma mistura de hamburguerzinhos indie. Mas o show foi uma atrocidade a começar pelo som que estava muito mal equalizado, e ora baixo, ora alto, nao se entendia uma palavra do que ela dizia ou do que dizia sua gaita de boca à la Bobby. Comunicação zero. Se você fechasse os olhos perigava imaginar-se atropelado por um soco de barulho contínuo. Segundo ponto baixo, a adequeção. Um show que muito fácil se converte em pessoas sentadas em poltronas, fazendo barulho apenas com os sacos de pipoca e os aplausos e alguns Êee, o que teria rolado muito bem no TAC. A presença da banda, guitarra, baixo, teclado/escaleta, bateria, trariam ao som folk de Mallu toda a sutileza que, no Célula, se perdeu.

Por último, Mallu ainda nao sabe fazer shows. O que é perfeitamente aceitável, e num certo sentido até mesmo respeitável e louvável. Ela (já) tem 16.

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Agora, com relação à sua música, o buraco é do outro lado. Mallu tem despojamento pra cantar suas composições no mesmo nível que tem uma maturidade louca pra lidar com a própria voz. Umas arranhadas gostosas, uns solfejos macios, uns gritinhos lúdicos. Uma maneira meio Joanna Newson de ser. E letras que condizem com tudo isso, com um universo brincalhão e sentimentos, novos e usados, de uma menina de uns anos, misturados numa voz sofisticada leite condensado. Não espere chegar ao nirvana, mas não é necessariamente disso que Música se trata, seu destruidor de mentes. Espere ter alguma diversão no domingo de manhã.

É até um pouco assustador quando voce ve ela em cima do palco, cercada por uma aura meio cínica de gente gritando, transformando um momento que poderia ter um segundo diferente em um momento comum, e parece que toda essa coisa inocente pode ser uma coisa moldadinha com tinta. Mas não é dificil ver que ela mal percebe o que está acontecendo, que diabos é isso?, e, apesar disso, todo aquele mistério não se anula, muda de cor. Ela não sabe como dizer as coisas direito, usa o inglês para esconder seus segredos e o pápápápá quando o inglês não é suficiente. Mas vai dizendo um folk gostoso com a quase insuficiência de suas mãos pequenas.

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No show, ela anuncia o aniversário do pai, que viaja com ela, e assim, no meio da apresentação, faz um Parabéns pra você, por Mallu & Banda, levando todo mundo a cantar junto, É pique, É pique, Rá, Tim, Bum, o que é precisamente sobre o que Mallu Magalhães se trata.

It’s all about to party. <:o)

Written by Dael

October 16, 2008 at 6:47 pm

race in

with one comment

A coisa toda pode ser interpretada como um filtro: agora, de todas as idéias que ocorrerem a este nó da teia, só entram cá aquelas relacionadas à Sra. Música, uma coisa temática, a fingir que sou homem de uma mulher só. Ou você pode tentar ser um pouquinho menos superficial, só para variar. Nesse caso, o que hoje aqui se opera pode ser entendido como o início de um grandioso projeto com respeito à Música, uma crítica livre e capaz, lançada como mais uma garrafinha de vinho barato ao Oceano Cósmico dos Blogs. Você pode ver várias delas boiando, umas mais perto das outras, outras se acotovelando, mas bóiam todas sobre a mesma água densa antes que algo as quebre e então já nada mais haja que as segure à superfície. Acontece muito por aí, culpa dessa gente pós-moderna. Ou pós-modernista, vocês que sabem.

Esta empresa, em sua opulência, pretende cobrir uma crescente demanda de informação à milonga daqueles senhores, admirados pela boa música, que desejam conhecer uma crítica polida, não muito direcionada aos que ficam se perguntando alarmados pela posição em voga ocupada pela banda em voga no movimento em voga. E, entretanto, não me vá dizer que o pop machuca ninguém, coitadinho. Ele é bom menino como qualquer um nessa filinha que vai longe carregando os ismos e batismos no berço melódico de todas as coisas.

Serão críticas, considerações, comentários e outras bobagens mais, mas a freqüência obedece a um calendário que só o Roger Waters conseguiria compreender porque ele é tipo um deus. Nalgumas vezes, hei de contar com a colaboração de alguns fellas para tocar uma canção ou outra. Ou nada, se eles resolverem fingir que não estão em casa quando olharem pelo olho mágico e virem minha carranca. Mas fala-se apenas do que o comentador, seja eu ou algum dos anjos, considerar no mérito de levar selo, expondo assim o nome da casa, em amarelo, ao lado dessas caixas marrons que já encomendei, junto com um chicotinho.

Qualquer coisa, caixa postal ali ao lado. Declaro aberta mais uma igreja na américa, professem sua fé etc etc.

Written by Dael

October 13, 2008 at 6:10 pm

Posted in etc